domingo, 25 de outubro de 2009

Igreja e Saúde contra a Aids, mas camisinha ainda é tabu


A Igreja Católica vai ajudar o Ministério da Saúde a difundir a importância dos testes de HIV e SÍFILIS, incentivando fiéis a procurar postos de saúde. A parceria foi firmada ontem, mas ficará restrita à campanha para diagnóstico das doenças. O secretáriogeral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, disse que a Igreja mantém sua posição contrária à distribuição e ao uso de PRESERVATIVOS para prevenir a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.
A doutrina da Igreja continua sendo a de sempre. Nosso foco é família, fidelidade, amor - disse Dom Dimas.
A campanha "Fique sabendo" consiste na distribuição de cartazes e panfletos com frases do tipo: "Declare seu amor por você: faça o teste de AIDS". Serão veiculados também anúncios em rádios.
Defensor da distribuição de PRESERVATIVOS, principal eixo da política de prevenção de AIDS do governo federal, o ministro José Gomes Temporão evitou polêmica. Ele saudou o engajamento católico e lembrou que o ministério já conta com a colaboração de representantes de diversas religiões: - Não chamamos a CNBB aqui para discutir as nossas divergências.
O Rio será incluído nos primeiros meses de 2010. Pelo menos três pastorais da Igreja terão participação direta: a da AIDS, a da Saúde e a da Criança, que, juntas, reúnem cerca de 323 mil agentes voluntários em todo o país.
O ministério sabe que a Igreja chega onde muitas vezes vocês não conseguem chegar. A gente está em contato com o submundo, os mais pobres, os mais excluídos - disse o presidente da Pastoral da AIDS, Dom Eugênio Rixen.
Segundo Temporão, 60% da população brasileira nunca fez teste de HIV. O ministério estima que 630 mil pessoas estejam infectadas, das quais boa parte desconhece a realidade. Em 2007, foram registrados 33.689 novos casos.
Desde 1980, 205.409 pessoas morreram por causa da doença.
O ministério vai disponibilizar testes de HIV pelos Correios. O objetivo é facilitar o acesso a esse tipo de serviço. O foco inicial serão 40 mil gestantes, que deverão ir a postos de saúde, onde terão uma gota de sangue retirada e enviada ao laboratório pelos Correios.

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